Ligada na TV Brasil e vendo uma apresentação que aconteceu no Clube do Choro de Brasília, aconteceu de novo: um grupo – violão, cavaquinho, bandolim e pandeiro – tocando lindamente fez repousar o controle remoto. Mas quando um músico começou a rir para o outro, dei uma mexidinha no sofá. Parece obrigatório, eles riem sempre e eu me pergunto a razão. Por quê? Penso que é obrigatório.
Tocar bem um instrumento deve dar felicidade. Mas eu não vejo grandes pianistas em apresentação solo e maestros rindo no palco. Também não vejo o spala em diálogo risonho com o regente. Alguém deve ter inventado que essa comunicação é legal. Então, todos riem, enquanto a platéia mantém os dentes escondidos, sem participar da graça. Acho a maior chatice.
Integrantes jovens de bandas de rock também têm sua mania: só fotografam fazendo umas poses bobas. Não dá outra. E, claro, rindo também, com pernas e braços e mãos em posições nada corriqueiras para quem não é do ramo, mas nada criativas também dentro daquele mundo. Fala sério, alguém já viu roqueiros em uma fotografia sem essas macaquices?
Outra coisa que chama a atenção é o volume do som em shows. Os que trabalham nas mesas deveriam ser questionados. Os do palco, também. Eles parecem confundir animação com barulho. Quem ouve, tem a sensação de que pode ficar surdo e, pior, tudo tão alto que o efeito é bumerangue: quase não se entende nada, um verdadeiro horror. De onde será que veio essa moda?
Se existe um intérprete que enlouqueceu o planeta, ele se chama João Gilberto. Não dá para imaginar uma apresentação dele com volume na lua. Se há uma cantora impecável, que se exibe nos melhores palcos do mundo, é Rosa Passos. Também não entra nessa. Alguém argumentaria que pertencem ao clube dos intimistas. Juro que não. Recentemente, Leci Brandão apresentou um show de samba em Brasília, com bambas como Neguinho da Beija-Flor, Almir Guineto e Tia Surica, sem que ninguém pusesse bolinhas de silicone no ouvido.O resultado? Duas mil pessoas sambando animadíssimas, felicíssimas, com seus tímpanos preservados. O som estava baixo? Não, estava bom, no ponto.
Mas a mania extrapola os palcos. Entrou nas salas de cinema e nas festas. Outro dia, vi um longa-metragem inteirinho, no Casa Park, com os indicadores bloqueando parte do barulho nas orelhas. Nas festas, a conversa se realiza aos gritos e, quando saem, algumas pessoas sentem um desconforto na garganta. Berraram quatro horas seguidas. Não poderia ser um pouquinho mais delicado? Mas se é assim, suponho que a maioria gosta. Eu o-d-e-i-o!
Vou parar de reclamar agora. Ia, pois me lembrei de outra: o ar condicionado. Com frio ou calor, estratosférico, obrigando as pessoas a um casaquinho na mão em Janeiro. Isso é briga com a natureza, que sabiamente muda a temperatura durante o ano. Na Câmara dos Deputados, anos atrás, um parlamentar tentou mudar o Regimento Interno com o intuito de regular a aparelhagem. Na exposição de motivos do projeto, contabilizou centenas de gripes em virtude do entra-e-sai do plenário: gelo lá dentro, quente lá fora. Não conseguiu aprovação. Se fosse hoje, a população ia adorar eles todos lá dentro, tiritando de frio, na companhia do vírus da gripe suína.
Tocar bem um instrumento deve dar felicidade. Mas eu não vejo grandes pianistas em apresentação solo e maestros rindo no palco. Também não vejo o spala em diálogo risonho com o regente. Alguém deve ter inventado que essa comunicação é legal. Então, todos riem, enquanto a platéia mantém os dentes escondidos, sem participar da graça. Acho a maior chatice.
Integrantes jovens de bandas de rock também têm sua mania: só fotografam fazendo umas poses bobas. Não dá outra. E, claro, rindo também, com pernas e braços e mãos em posições nada corriqueiras para quem não é do ramo, mas nada criativas também dentro daquele mundo. Fala sério, alguém já viu roqueiros em uma fotografia sem essas macaquices?
Outra coisa que chama a atenção é o volume do som em shows. Os que trabalham nas mesas deveriam ser questionados. Os do palco, também. Eles parecem confundir animação com barulho. Quem ouve, tem a sensação de que pode ficar surdo e, pior, tudo tão alto que o efeito é bumerangue: quase não se entende nada, um verdadeiro horror. De onde será que veio essa moda?
Se existe um intérprete que enlouqueceu o planeta, ele se chama João Gilberto. Não dá para imaginar uma apresentação dele com volume na lua. Se há uma cantora impecável, que se exibe nos melhores palcos do mundo, é Rosa Passos. Também não entra nessa. Alguém argumentaria que pertencem ao clube dos intimistas. Juro que não. Recentemente, Leci Brandão apresentou um show de samba em Brasília, com bambas como Neguinho da Beija-Flor, Almir Guineto e Tia Surica, sem que ninguém pusesse bolinhas de silicone no ouvido.O resultado? Duas mil pessoas sambando animadíssimas, felicíssimas, com seus tímpanos preservados. O som estava baixo? Não, estava bom, no ponto.
Mas a mania extrapola os palcos. Entrou nas salas de cinema e nas festas. Outro dia, vi um longa-metragem inteirinho, no Casa Park, com os indicadores bloqueando parte do barulho nas orelhas. Nas festas, a conversa se realiza aos gritos e, quando saem, algumas pessoas sentem um desconforto na garganta. Berraram quatro horas seguidas. Não poderia ser um pouquinho mais delicado? Mas se é assim, suponho que a maioria gosta. Eu o-d-e-i-o!
Vou parar de reclamar agora. Ia, pois me lembrei de outra: o ar condicionado. Com frio ou calor, estratosférico, obrigando as pessoas a um casaquinho na mão em Janeiro. Isso é briga com a natureza, que sabiamente muda a temperatura durante o ano. Na Câmara dos Deputados, anos atrás, um parlamentar tentou mudar o Regimento Interno com o intuito de regular a aparelhagem. Na exposição de motivos do projeto, contabilizou centenas de gripes em virtude do entra-e-sai do plenário: gelo lá dentro, quente lá fora. Não conseguiu aprovação. Se fosse hoje, a população ia adorar eles todos lá dentro, tiritando de frio, na companhia do vírus da gripe suína.

Ledura, passei por esse martírio ontem ao assistir Monstros Alienígenas em 3 D. Se normal já é um inferno, imagina em 3 dimensões? Só depois de tres insistentes tentativas consegui que reduzissem só um pouquinho o som. Taí um dos motivos da surdez cada vez mais precoce. Parece que vc advinhou. Ia propor-lhe justamente esse tema para postagem. bjs
ResponderExcluirLEDA, CONCORDO EM GÊNERO, NÚMERO E GRAU!
ResponderExcluirProblema antigo, sem graça e sem solução.
Já viu um Trio |Elétrico ao vivo? LOUCURA!!!!
Já viu um shou do Asas de Águia? CHATICE BARULHENTA!!!!
TÔ CONTIGO!
Sonia Novaes