O deputado Eduardo Suplicy era novato no Congresso mas já se comportava como veterano. Muito solicitado por repórteres, vivia na mídia. Eu trabalhava no "Estadão". Silvia Caetano também. Pensavam que éramos irmãs e, não raro, nos confundiam. Me chamavam tanto pelo nome dela que eu respondia, sem reparos. No Comitê de Imprensa da Câmara, nossas mesas eram vizinhas.
Um dia, Suplicy estava no comitê e nós sentadas, escrevendo. Parou na nossa frente, olhou para cada uma de nós mais de uma vez. Parecia que ia ter um troço. Arregalou os olhos. Não conseguia movimentos. De repente, acordou: "São duas!!!" Deu meia volta e saiu, aparentemente sem resolver o que pretendia. Descobriu a clonagem em 1983.
Maria Ines e Tite montaram a Múltipla, loja de móveis e objetos que era uma lindeza. De quebra, projetos de ambientação. Delicadamente como convem a embaixatrizes, diziam que a palavra decoração soava mal, não era simpática.
Uma noite, Tite deixou a loja mais tarde, noite fechada, e quando abria o carro, no estacionamento do Conjunto Nacional, foi surpreendida por um assaltante. Trêmula, abriu a bolsa e descobriu que não havia uma moedinha lá dentro. Finíssima, tentou um acordo itamaratyano: "Senhor, estou sem dinheiro. O senhor aceitaria um cheque?". Ele saiu correndo. Ela ficou no prejuizo do medo e do susto.
Já não se pratica violência como antigamente.
No Porto, a Adega do Quim
Há 6 anos

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