Belo Horizonte, a capital brasileira dos bares, não vive de mesmice.Pude constatar isso no final do ano passado quando estive lá e, levada por um casal de amigos, conheci um lugar diferentão : o Sexchopp.
A fachada é de tijolo aparente, contornada por uma uma faixa pintada de vermelho hemorragia. Sobre ela, bem à direita, com luzes coloridas e que piscam, o nome do estabelecimento. A porta de entrada,bem grandona, de madeira escura.No interior, mesas e cadeiras brancas,com toalhas estampadas em branco, amarelo e lilás.Esta última cor reveste as paredes interiores, com iluminação indireta e posters nascidos das lentes de um fotógrafo inglês que morou em Nova Delhi. Em preto e branco, mostra fragmentos de esculturas eróticas indianas, que causariam pânico junto aos evangélicos mas que, na Índia, tem alguma conotação religiosa. Lindas as fotos. De um lado do salão, banheiros adequadíssimos; do outro, cozinha pequena e limpa.
Atendimento de primeira e preço salgado, o que espanta a garotada. Menu minerinho, passando pela linguiça, o pernil no palito, o angu consistente, aos pedaços, frito. E opções mais leves, como o pão sírio regado de azeite e recheado de mussarela de búfala e orégano fesco, e a tapioca com meia dúzia de opções no seu interior. O chopp? Uma perfeição.
O salão termina numa espécie de cortina vermelha, toda franjada e pesada, permitindo que o acesso ao outro local seja muito fácil.É só meter a mão e passar.Este segundo ambiente é todo branco. Há um balcão de madeira separando consumidor de vendedor, por sinal duas moças lindas vestidas de colegiais de um tempo que não volta mais: saia azul marinho pregueada curtíssima, deixando a renda das calcinhas à mostra, e blusa clarinha de mangas curtas com a inscrição "escola pública". Tênis e meias. Impecáveis. Numa ponta do balcão, o rapaz que cuida do dinheiro, pois a conta ali é separada.
A parte sex do estabelecimento é ali mesmo. E uma boa variedade de produtos eróticos ocupa uma enorme prateleira. Luz direta e forte sobre eles. Como adorno, uma boneca inflável pendurada na parede, vestida tão somente com uma sainha igual a das meninas.Peito e bumbum de fora. Ela fica de costas. O cenário está pronto.
Não vi ninguém correndo afoito pro lado sex do chopp. Mas também não vi ninguém saindo de lá de mãos abanando. Reparei que, depois de algumas canecas, entram ali. E é gozado porque todo mundo conversa, fala de seus interesses e preferências, aparentemente sem inibição e muitos nem se conhecem. Percebi que aproxima pessoas, sabe? As mulheres, constatei, gostaram muito de uns vibradores coloridos. E os homens amaram um produto que, segundo a colegial vendedora, era novo no mercado, um tal de chupa- chupa. Com um botãozinho, aciona uma espécie de boca que pega, conforme o gosto do fregues, a cabecinha, até a metade ou tudo. A moça explicou que deve ser usado com um pouquinho de água e, muitas vezes, leva à ejaculação. Foi o sucesso naquela noite.
Saimos do Sexchopp animados e rindo muito. Até a sacola dos produtos era bonita, design mesmo. Naquela noite dormi com a convicção de que viajar é preciso. Sempre ! E não vejo a hora de voltar a BH. Mineiros sempre surpreendem.

Que delícia de post!!!
ResponderExcluirFico sempre aguardando o próximo...
Beijos
Ei Leda Flora, tudo bem? Agradeço em nome dos mineiros. Você também é uma agradável surpresa. Beijo grade.
ResponderExcluirE eu que não conheço esse lugar??!!!
ResponderExcluirSurpreendente é vc.
Bjus,
Silvinha